Se você já sabe o que quer, a resposta para o “como” não pode ser qualquer caminho.
- Carolina Amorim

- há 2 dias
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Quando você pensa em conquistar algo de valor, qual é o seu primeiro passo?
Já conhece todas as formas possíveis de chegar até aquele bem? Ou o impulso é mais forte do que a escolha de planejar?
Faço essas perguntas quase toda a semana para clientes com objetivos diferentes. Mas o meu intuito é sempre o mesmo. Preciso saber se aquela pessoa, por mais clara que seja a sua aspiração, conhece as rotas que pode tomar. Das opções que estão à sua disposição.
Na maioria das vezes, a resposta aponta para a segunda opção. Quem chega com martelo batido pelo financiamento já vem munido dos argumentos que favorecem a sua urgência. Quer sair da reunião com a caneta em uma mão e o dinheiro na outra para efetuar a compra. E eu entendo, afinal, parece ser uma resolução rápida.
No entanto, não é incomum que eu veja o arrependimento do pós compra em situações como essa. E ele não demora a chegar.
Não ter conhecido e comparado alternativas trás uma sensação de que poderia ter sido mais vantajoso (e até mesmo, mais prazeroso), ter visto a paciência como uma estratégia.
Por isso, gosto de pensar no meu trabalho não como o de uma vendedora, como alguém que vai negociar algo com você e tomar caminhos opostos na próxima esquina.
Tenho apreço por acompanhar uma ideia (ou a visão de anos atrás), chegar ainda imatura, passar pelas possibilidades e se tornar algo real na vida dos clientes.
E sei que podemos fazer isso acontecer sem o “juros altos” do “era melhor ter feito isso de outra forma”.
No fim das contas, quem tem um objetivo claro não pode se enveredar por qualquer caminho, não é?



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